Fundada em 2010 por António Borges
Correia, a Keep Eyes Open é uma produtora de filmes
independentes e de Conteúdos para televisão e plataformas
digitais. A empresa nasceu com uma motivação essencial, produzir
filmes documentais / etnográficos, centrados em populações de
lugares remotos de Portugal e reconstituir as suas próprias
narrativas, onde os personagens se representam a si próprios
numa espécie de mise-en-abyme. Os conteúdos evoluíram para
outros conceitos sem nunca esquecer a raiz da sua fundação. Os
filmes produzidos pela Keep Eyes Open foram exibidos em diversos
festivais:. Hong Kong / Gijón / Cidade do México / Buenos Aires
/ IndieLisboa / DocLisboa / Cinéma du Reél (Paris) / Londres /
Macau / Leipzig / Belo Horizonte (Brasil) / Santiago Chile/
Curitiba (Brasil) / Québec. Alguns desses filmes foram
distribuídos por MySpotLight Independent para Amazon
(Europa/EUA), Google Play, Tubi, Xumo, Pelidom+, Future Today,
Filmzie, Popsy on Plex, VA Media. Distribuido para
DocAllianceFilms. Distribuído por Minerva Pictures para Amazon
Prime. Distribuído para Filmin e Bounty Films (Austrália).
Nasceu em Lisboa (1971). Licenciada em
Teatro pelo Conservatório de Lisboa.Com participações em Cinema,
Teatro e Televisão. Frequência do IFICT e do curso de Teatro da
Escola Superior de Teatro e Cinema.
Em Teatro, trabalhou com Ávila
Costa, Bruno Bravo, João Lourenço, André Murraças, Sandra Faleiro,
José Boavida. Em cinema trabalhou com Manuel Mozos, Carlos Saboga,
Rita Nunes, António Borges Correia e Marta Pessoa. Durante a sua
atividade profissional, passou por várias escola europeias; Lee
Strasberg e The Royal School of Speech and Drama (Londres) e
Commedia Dell Arte em Reggio Emilia (Itália) com Antonio Fava.
Trabalha desde 2011 com a Keep Eyes Open, colaborando não só como
actriz em mais de 5 longas metragens, mas também como directora
artística, co-autora, decoração e figurinos. Nomeada para melhor
actriz em alguns desse trabalhos. É co-argumentista do filme “Na
Mata dos Medos”, diretora de arte e produtora da Keep Eyes Open.
Nascido em Almada no ano 1966. Começo a
interessar-me pelo cinema muito jovem, frequentando assiduamente a
Academia e a Incrível Almadenses. Depois de cumprir o serviço
militar obrigatório, ingresso na Escola Superior de Teatro e Cinema
em 1989 para fazer o curso de Cinema. Faço o estágio no filme “A
Caixa” de Manoel de Oliveira. As curtas metragens surgem a partir
1998, com realce para “Golpe de Asa” que percorre alguns festivais
com destaque para Locarno. A partir de 2007 começo a explorar uma
linguagem documental onde os personagens se representam a si
próprios numa espécie de mise-en-abyme. Vários filmes, baseados
nesse conceito, percorrem diversos festivais internacionais. “Os
Olhos de André” é o filme mais viajado e mais conhecido.
Clara, atriz, 50 anos. Recentemente desempregada, habita num
bairro clandestino e acaba de receber a notícia de que a casa onde
vive foi vendida em leilão. Sem família e sem apoio dos colegas
artistas que estão igualmente em situações precárias, Clara
procura uma vida digna, mas em vez de encarar a realidade, entra
em transe, numa jornada escapista, entre visões bizarras e
mensagens incompletas. É num evento ocasional, em que colidem
vidas solitárias, que volta à realidade num vislumbre de
esperança.
Alice, uma realizadora de cinema recentemente viúva, agarra-se à
única estrutura que possui, uma base frágil e em risco de ruir: um
projeto de filme-ensaio, sobre os primeiros amores, dependente de
financiamento. De repente entramos noutra dimensão, noutro lugar e
sem aviso prévio estamos no filme idealizado pela realizadora.
Filme baseado em depoimentos reais, de mulheres vítimas de
violência doméstica. São depoimentos captados num gabinete, mas a
Mulher não se vê. Vê-se uma porta abrir, fechar, a cadeira mexer,
mas não se vê a Mulher. É um filme sobre a invisibilidade da
vítima. Joana é a personagem que representa os depoimentos reais,
uma dupla que vive as consequências da violência, uma mulher que
se afastou do mundo, tornando-se num ser anti-social. Vive do
Rendimento Mínimo. Dorme numa Pensão. É voluntária num Canil. Os
seus dias são todos iguais. Mas as inseguranças do passado não a
abandonam.
Uma família encerrada em casa na Pandemia de 2021. É tempo de
procurar registos, cartas, videos… memórias.
Depois de ver a mãe e os irmãos mais novos emigrarem, Hugo
imagina um filme sobre a sua solidão, como forma de resolver esse
impacto inesperado. Conhece um realizador e propõe a sua ideia, um
filme onde representará o seu papel com os personagens reais que o
rodeiam. A mãe, a escola e o avô recusam participar. Hugo está
cada vez mais sozinho e entra em depressão, algo que vai
arruinando as suas relações com os amigos e com a namorada.
Maria da Luz está quase cega. Espera por uma cirurgia às
cataratas há 3 anos. António, um velho pescador cuida dela,
escondendo o segredo de um amor antigo. Miguel, um rapaz
misterioso, vagueia pela cidade, vigiando diariamente a casa de
Maria. Luís, o presidente da Câmara, procura resolver o problema
de centenas de pessoas com cataratas no Concelho. Ana, a filha de
Maria visita a mãe. Apesar de desavindas, procuram redimir-se sob
os olhares de António e Miguel. Maria da Luz não está só.
Um pai tenta reconstruir a sua vida, depois de uma separação,
para acolher o seu filho mais novo e voltar a unir uma família. As
pessoas que viveram, nos mesmos papéis, a mesma história, seguem
as sugestões que uma nova ficção cria a partir daquilo que já se
viveu, dando-nos a conhecer, pelo cinema, uma vida real de um país
verdadeiro. Mas são os olhos luminosos do jovem André a reunir o
seu grande foco: aquilo que perdeu na sua família, o seu desejo de
ver reconhecido o seu talento para o futebol profissional, e
aquilo que ele resguarda, das suas várias figuras familiares,
nesse seu jovem olhar.
A medula é a parte essencial. É o elemento que refaz o tempo, as
pessoas e os relacionamentos. A parte essencial é uma "viagem" que
passa pelos dadores e receptores da medula óssea, num exercício
sobre o Tempo, pontuado pelos comentários de ambos, num espaço
habitado por memórias fotográficas. Um retrato cirúrgico do Tempo
suspenso num Espaço imaginário.
António tem 18 anos, é surdo profundo. Quer estudar cinema fora
de Portugal e tornar-se realizador, quer fazer filmes para todos,
surdos e ouvintes. Este é o seu sonho que, como todos os sonhos,
tem um preço. Questionar-se a si próprio, pôr-se em causa a si
mesmo e à comunidade surda à qual pertence. Ao mesmo tempo vive o
primeiro amor com Irina, uma jovem surda, que não compreende o
facto de António querer sair da escola e do País. Pela primeira
vez na vida, o mundo de António está a desabar. Perder o mundo
para conquistar o universo, onde surdos e ouvintes se descubram
num mesmo gesto.
Telemóveis, internet, TV cabo, GPS, redes sociais, vivemos em
pleno a era da comunicação que, em poucos anos, mudou radicalmente
a fisionomia do nosso dia a dia.Mas as montanhas continuam no seu
lugar, com os rios e ribeiros a correr, obstinadamente, para o
mar. E como as pedras, a água, as arvores, também há homens que se
mantém irredutíveis nos lugares mais inóspitos, nos vales mais
profundos e isolados. Homens destes só mudarão com a morte. Num
vale remoto da serra da Peneda há um homem que… mudou. Partiu. É
preciso ir buscá-lo para lhe dar o funeral. O agente funerário
Olegário, acompanhado por Raul e Carlos, montam a urna numa
pick-up (não há outra forma de chegar ao destino) e seguem serra
acima. Vai ser um serviço para uma longa jornada.
Quarenta anos depois, seis ex-combatentes, que estiveram juntos
na Guerra da África, continuam a encontrar-se. Eles sabem que,
durante essas reuniões, falar sobre a Guerra é terapia para
exorcizar pesadelos e fantasmas. O que os mantém vivos é o que os
destruiu: Memórias. A vida nunca mais foi a mesma. Tinham vinte e
dois anos quando se conheceram na Guerra. O tempo parou por aí.
Hoje, eles só existem quando estão juntos.
Aldeia do Reboleiro, interior norte de Portugal. No Lar de Santa
Catarina vivem 103 velhos que toda a vida trabalharam na
agricultura, nas suas terras. A maior parte dos velhos já perdeu a
noção de Tempo num Espaço que lhes é estranho. Há uma rotina de
amizades, vontade de comunicar, impaciência para estar só. Chamam
uns pelos outros, rezam, caminham pelos corredores, esperam…
Documentário sobre vida e obra da atriz Isabel de Castro.
Um casal parte em lua de mel. Perde-se no caminho… e encontra-se
50 anos depois…
Um aprendiz de carteirista encontra uma rapariga durante a
travessia do Tejo e vivem uma aventura de sorrisos suspeitos,
frases mal compreendidas e roubos ocasionais.
Esta é uma história inspirada num caso real português, mas
pretende ir muito além disso, refletindo sobre questões como a
paternidade, a família, a educação, a ética social e a perceção do
real, mas, acima de tudo, a ilimitada (e por vezes irracional)
capacidade humana de lutar por aquilo em que acredita.
Seis personagens, seis segredos. Seis mentiras, seis razões, onde
existem sempre os dois lados da história. Santiago é um padre com
uma carreira promissora. No entanto, tudo muda quando se apaixona
por Maria Manuel. Um amor proibido que vai colocar a carreira de
Santiago em risco, bem como a sua vocação e fé em Deus.